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sábado, 17 de setembro de 2005

Filme: Hostel

Titulo Original:Hostel
País: Estados Unidos
Direção: Eli Roth
Produção Executiva: Quentin Tarantino
Gênero: Terror
Site Oficial: http://www.hostelfilm.com/
Ano: 2005
Duração: 95 min
Elenco:
Jay Hernandez, Derek Richardson, Eythor Gudjonsson, Barbara Nedeljakova, Jana Kaderabkova, Jan Vlasák, Jennifer Lim, Lubomir Silhavecky, Paula Wild, Lubomir Bukovy, Petr Janis, Jana Havlickova, Vanessa Jungova, Daniela Bakerova, Zina Blahusova, Josef Bradna, Ota Filip, Jakub Habarta, Milda Havlas, Drahoslav Herzan, Rick Hoffman, Martina Kralickova, Martin Kubacák, Petra Kubesova, Takashi Miike, Mirek Navratil, Christopher Allen Nelson, Barbora Oboznenkova, Nick Roe, Petr Sedlacek, Vladimir Silhavecky, Jan Spanbauer, Miroslav Táborský, Mark Taylor, Natali Tothova, Radomil Uhlir, Lubos Vinicky, Katerina Vomelova, Philip Waley, Patrik Zigo.
Quem me conhece, sabe que eu não gosto da pseudo genialidade doentia do QT...
Quem me conhece, sabe que eu achei ridiculo a sequência Tanrantínica do episódio duplo, final, da quinta temporada de CSI - Las Vegas. Me refiro àquela sequência ridicula na sala de autópsia(ou, para quem preferir, necrópsia)...
Quem me conhece, eu diria que...Me conhece...
Maaaaaaaaaaaaaaaaaas ta bom!!
Eu assumo, gostei desse filme! Definitivamente é um filme PERTUBADOR!!
Eu poderia citar falhas, poderia comentar da história(espero que totalmente surreal), poderia dizer (e estaria falando sério) que não pretendo, nunca, contraria crianças do Leste Europeu, poderia dizer que gostei muito do Elenco feminino, poderia dizer que aquela música assobiada é um saco, poderia dizer que fiquei feliz de só ver um dedo de Tarantino, na "homenagem" feita ao filme "Pulp Fiction", poderia enfim dizer muuuuitas coisas maaaaaaaaaaaaaaas, embora eu aconselhe este filme (para quem tem estomago), só irei repetir que é...
PERTUBADOR!!!!!



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Filme: Cry Wolf


Titulo Original: Cry Wolf
País: Estados Unidos
Direção: Jeff Wadlow
Gêneros: Terror / Suspense
Ano: 2005
Elenco:
Julian Morris, Lindy Booth, Jared Padalecki, Jon Bon Jovi, Krystal Browning, Antonio D Charity, Ethan Cohn. Gary Cole, Elizabeth Domin, Zack Dulli, Aaron Fiore, Jarvis W George, Paul James, Jesse Jansen, Stephanie Nicole Kelley, Sandra Macoy, Anna Deavere Smith, Kristy Wu.
Site Oficial(bem legal alias):
http://www.crywolfmovie.com/

Comentários e criticas:

Tal qual as clássicas formulas de "sucesso" já batidas há decadas, de se fazer um seriado p/adolescentes, com adolescentes envelhecidos que não envelhecem, fórmula esta, originária com "Barrados no Baile" e que tem sua continuidade com, dentre outros, "The OC", a industria do cinema tb invariavelmente surge com o tradicional filme de assassinos em série com tara e/ou raiva de adolescentes aborrescentes...

Nos últimos tempos, eu realmente achei que a industria tinha evoluido um pouco e jogado a fórmula clássica, de adolescentes em idade escolar e/ou universitária, p/jovens agentes do FBI(Mind Hunters), maaaaaaaas vendo "Cry Wolf", percebi que eu estava enganado...

Estar enganado é ruim? Devo confessar que não... Afinal eu tb confesso que gosto desse tipo de filme e, embora a cada novo exemplar holywwodiano, e a cada novo episódio de "CSI" e outros seriados do gênero, fique mais dificil se surpreender com uma boa trama, com um bom "ah não acredito que ele(a) seja o assassino(s)", neste filme eu posso dizer que não me arrependi nem perdi algum tempo da minha vida...

Tá bom, não é nenhuma obra prima, maaaaaaaaaaas conseguiu fugir das clássicas regras mortais, afinal não teve nenhuma morte durante a transa e nenhum seio siliconado apareceu...Além disso o final é bem interessante, principalmente se pensar-mos que, ao contrário dos outros filmes e seus finais, este é plenamente factível e ao mesmo tempo um pouco inesperado...

Sem mais, devo dizer que não vou soltar spoilers, não vou falar mais quase nada, além de que gostei e que aconselho quem gosta do gênero, assistir mais este filme...

Ah Visitem o site oficial DEPOIS, que é bem batutinha!!

Ultreya!

sábado, 9 de março de 2002

Filme: Suicide Club (Suicide Circle)

Não sei exatamente o porque, maaaaaaaaaaaaas, ontem (06/09/2007), resolvi assistir esse filme oriental que além de, a princípio, ter uma história interessante, também prometia sérias criticas sociais ao Japão do século 21...




Tal filme, escrito e dirigido por Sion Sono, produzido por Seiya Kawamatache, Junichi Tanakagou e Toshiie Tomida, e que tem trilha sonora de Tomoki Hasegawaa até veio a ganhar (não sei como, e tb não irei fazer nenhuma releitura p/tentar descobrir) o prêmio do juri, no "Fant-Asia Film Festival" 2003 e, como já disse, é metidinho a tecer criticas sociais à cultura japonesa no século 21, mostrando um detetive, um policial japonês que, junto com sua equipe e ajudado por uma "Hacker", que usava o nickname de "morcego", investiga um suposto "clube do suicídio", que estaria instigando jovens estudantes, entediados e cansados da rotina robotizada, a cometer sucicídio como maneira de darem um sentido às suas vidas.



Esta perola do cinema mundial, tem no elenco principal, Ryo Ishibashi (Detetive Kuroda), Akaji Maro (Detetive Murata), Masatoshi Nagase (Detective Shibusawa), Saya Hagiwara (Mitsuko), Hideo Sako (Detetive Hagitani), Takashi Nomura (Segurança Jiro Suzuki), Tamao Satô (LINDA enfermeira Yoko Kawaguchi), Mai Hosho (Também LINDA enfermeira Sawada), Yoko Kamon (Koomori - A "Morcego"-), Rolly (Genesis) Kimiko Yo (Kiyomi Kuroda)

Comentários:
O filme até começa bem, meio estranho é verdade, mas começa bem, e assim se segue até o segundo terço, quando, talvez por problema de orçamento, resolvem puxar uma solução mal explicada e terrivelmente mal criada e amarrada, para em seguida colocarem um clipe de uma girl band com meninas de 12 anos e meio, que canta "criticas sociais". Enfim, depois de ter conseguido ver até o final, eu conclui que, na verdade a grande causa dos suicídios, não era nem o tal "Genesis e sua gang", nem as "crianças filosofas", nem mesmo o tédio da vida daqueles jovens, maaaaaaaaaaaaas sim, o próprio filme e, se eu não tivesse que acabar minha monografia, diante de tal filme tosco e frente as horas que perdi assistindo-o, acho que iria até a estação do metrô hauhuahauha



Ah! Já ia esquecendo (sem grande dificuldade) quem, sei lá como, tiver gostado desse filme e quiser brincar um pouco no site oficial (escrito em japones), segue o link

O VIDEO ABAIXO CONTÉM SPOILERS E CENAS BEEEEEEEEEM FORTES (não aconselhável, maaaas... EU AVISEI HEIM!!)


quinta-feira, 29 de novembro de 1973

Filme: The Holy Mountain (The Sacred Mountain)

Depois de assistir a este filme do genial chileno Alejandro Jodorowsky, que tem um "nome oficial" e um "nome em ingles internacional", depois de uma longa e complicada digestão, resolvi vir aqui hoje (27/08/2007) escrever algumas linhas estranhas sobre esse filme muito estranho!



Diretor:Alejandro Jodorowsky
Escrita por: Alejandro Jodorowsky (written by)
Foi apresentado ao mundo em: maio de 1973 (no Festival de Cannes)
Teve sua estréia oficial em: 29 de novembro de 1973 (nos EUA)
Produzida no: México e nos EUA

Tem no elenco:
Alejandro Jodorowsky ... O Alquimista
Horácio Salinas ... como Hector Salinas
Zamira Saunders ... como Ramona Saunders
Juan Ferrara ... como Fon de Venus
Adriana Page ... como Isla de Marte
Burt Kleiner ... como Klen de Jupiter
Valerie Jodorowsky ... como Sel de Saturno
Nicky Nichols ... como Berg de Urano
Richard Rutowski ... como Axon de Netuno ( e como Richard Rutowsky)
Luis Lomeli ... como Lut de Plutão
Ana De Sade ... como a Prostituta do chimpanzé
Chucho-Chucho ... como o Chimpanzé da prostituta
Letícia Robles ... como Leticia Robles
David Kapralik ... como o Turista



Como disse, eu ainda não consegui digerir direito esse filme, portanto nem vou tentar resumi-lo, ao contrário, colocarei abaixo a integra do ótimo texto escrito por Estevão Garcia em 12/10/2006, que tem o interessante título de "Viagem Xamânica", e consegue resumir muito bem esse filme estranho. Escreve Estevão:


Os camaleões astecas aguardam esticando as suas línguas a chegada dos conquistadores sapos espanhóis. O insólito circo que narra a estória da Conquista do México termina com uma grande explosão. Escorre pela miniatura de pirâmide asteca, o sangue coagulado, a textura e a cor do que sempre moveu a roda da História: a violência. O teatro astecas x espanhóis, protagonizado por aqueles répteis e anfíbios, dialoga e estabelece uma analogia com o que está sendo vivenciado no que seria o não-teatro da “realidade”. Os soldados portadores de máscaras contra gás, a procissão que empunha cruzes com animais despelados na posição do Cristo, mais que imagens produtoras de choque, são símbolos da truculência. Os conquistadores espanhóis de outrora são continuados pelos reacionários de hoje.


Um grupo de turistas japoneses é metralhado, outros transeuntes são mortos como se as suas mortes fossem elementos de um contínuo espetáculo. A violência, a crueldade e o assassinato se converteram em produtos ou em meras mercadorias lucrativas. A turista européia filma todos os eventos ocorridos no centro histórico de uma cidade que poderia ser qualquer outra do terceiro-mundo, com profundo interesse. Quando um dos soldados da tropa de choque tira a sua roupa e a violenta, ela encara com naturalidade o ato que em sua visão seria mais uma extravagância desses exóticos selvagens.


O mundo repulsivo e asqueroso do fascismo está mesclado com um outro que gesticula e pulsa em um compasso frenético. Essa outra camada e essa distinta pele da vivência humana está na cena em que um senhor idoso oferece o seu olho a uma prostituta criança. A situação, que carrega em sua forma, uma indescritível ternura, nos lembra certas aclimatações e composições do cinema de Arturo Ripstein da década de 70. O périplo das prostitutas em volta da praça e da igreja intimamente se relaciona com parte da obra desse autor.


Ao término da primeira parte, notavelmente “aleatória” e não linear, onde o sistema que nos é apresentado se funda na sensorialidade e no fluxo das imagens; vemos se desenrolar a iniciação ritualística do “Cristo”. Um Cristo moderno trava contato com um mestre alquimista (o próprio Jodorowsky no papel) que o faz enxergar algo que nunca foi deslumbrado através de seus olhos. “Você é merda, mas também pode ser ouro”. A química, a secreta técnica dos alquimistas que transforma excrementos em metais preciosos, traduz a relação que La Montaña Sagrada (1973) estabelece entre corpo e espírito.


Se a merda representa o corpo e o ouro o espírito, isso não necessariamente quer dizer que o discurso propagado pelo filme compreende o corpo como uma entidade menor enquanto o divino, o transcendental é um território exclusivo do conceito abrangente de “espírito”. La Montanã Sagrada não promove uma relação maniqueísta ou dual entre corpo/espírito. O corpo, mesmo não considerado inferior ou sujo, nos é revelado como ele concretamente é, sem floreios. E esse não pudor de mostrar abertamente o corpo, se constitui na chave que o colocará na mesma posição de espírito.


Nós, seres humanos, somos urina, suor, fluídos, fezes, esperma, seios, fluxos, vaginas, sangue, pênis e nádegas. O corpo humano é imperfeito, mutilado, incompleto e mágico. O corpo humano ao mesmo em que pode funcionar como um cárcere, também apresenta a possibilidade da libertação. No momento da expedição, um dos participantes assume que jamais conseguiu esquecer o seu corpo. Os demais companheiros então decidem cortar os seus dedos como condição para que ele possa prosseguir na empreitada. Em outra situação, quando os discípulos do alquimista estão de fato escalando a montanha, uma das mulheres se paralisa. A vacina capaz de tirá-la da inércia e da paralisia está justamente na fricção de uma parte de seu corpo (o clitóris) com a montanha. Dessa fricção, se produziria o gozo, o orgasmo que a levará ao cume.


Prazer, êxtase, gozo, talvez essas sejam as sensações mais apropriadas para serem utilizadas no intuito de descrever o que passa dentro do corpo do espectador ao longo da projeção de La Montaña Sagrada. A obra é um jorro de imagens e sensações hipnotizantes, um ritual xamânico, uma viagem cósmica. La Montaña Sagrada se filia a uma certa estratégia de encarar a produção artística como uma aventura transcendental em busca do autoconhecimento. Mais do que forjar “efeitos de realidade”, Jodorowsky objetiva proporcionar “efeitos de magia”. A conversa é mais com Artaud do que com Brecht. No entanto, na última seqüência, Jodorowsky, o autor e o ator, olha para a câmera e ordena um zoom. A nossa viagem chegou ao fim. Vamos agora retornar a realidade e utilizar na prática o que vivenciamos e aprendemos ao longo dessa experiência. Jodorowsky nos iniciou.




Comentários:
Sem nenhuma dúvida, este é um filme que não passa em branco, não passa batido, seja pelas imagens surreais, seja pelo anão (mais estranho que o anão de Twin Peaks), seja pelos textos estranhos, pelas várias alusões ao dia a dia da humanidade, seja pela prostituta e seu macaco simpático, seja por todo o lado místico apresentado, ou seja por tudo isso somado, misturado, amalgamado além de muito mais coisas e idéias que surgem e desaparecem do nada.

Digo que vale muito a pena ver esse filme, maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaas preparem-se pois a digestão é bem dificil e, tentar entender essa obra, não é uma das tarefas mais faceis não...

Quer arriscar? Eu arrisquei e gostei, mas as vezes ainda acho que "ele quer voltar em companhia do Hugo"...

Bom...
Fui (atras da Montanha Sagrada, oooooooooooooou talvez ficarei aqui esperando a prostituta e seu macaco!!)

Ultreya!